Nutrigenetica

Medicina pré genômica e Medicina pós genômica. não somos reféns da nossa hereditariedade, não estamos acorrentados como imaginávamos

Apesar de toda a fortuna investida pelos grandes laboratórios na busca de medicamentos fabulosos e mirabolantes, no século XXI a humanidade continua sendo vitimada de doenças crônicas e degenerativas cuja incidência vem aumentando cada vez mais. Diabetes, doenças cardíacas, câncer, obesidade, doenças neurológicas, depressão, osteoporose, e muito mais. Estas pragas modernas explodem e fogem do controle de autoridades médicas, sanitárias e governamentais, e o pior é que eles estão perdidos e confusos sobre os fatores básicos ligados à saúde.

Antes da publicação do genoma humano, acreditava-se que a genética comandava a biologia humana, acreditava-se que estávamos indefesos e presos a nossa genética, a nossa hereditariedade. Se algum membro de nossa família desenvolveu câncer ou algum problema cardiológico, nós estávamos condenados a esta ou aquela doença, passada através de nossa genética, e acreditando-se que a única solução, seria ser vítima dos medicamentos químicos para administrar tais doenças. Felizmente, a história não é bem assim, nós estamos livres disso, não somos reféns da nossa hereditariedade.

Em 2003 foi publicado o genoma humano, esta pesquisa, que envolveu diversos cientistas de todo mundo, inclusive o Brasil teve uma singela participação, antes da publicação, os cientistas tinham uma expectativa de que fossem ser encontrados no ser humano em torno de 140 mil genes, mas os resultados surpreenderam a todos após a pesquisa, descobriu-se que o ser humano possui apenas 23 mil genes funcionais. Só para termos uma ideia, tomando como referência o arroz, a depender do tipo de arroz, um único grão de arroz possui de 35 mil a 54 mil genes, isso mesmo, um único grão de arroz possui até mais que o dobro de genes que o ser humano. Com isso, ficou muito evidente que de fato, quem comanda a biologia não é a genética, como se imaginava, e sim, a Epigenética ou Nutrigenética.

Sendo assim, a medicina está dividida em duas fases, a medicina pré genoma, que é anterior a 2003, e a medicina pós genoma, após 2003 com a publicação do genoma. Em outras palavras, isso quer dizer que quem determina, quem comanda, a biologia corporal é a Epigenética e não a genética. Desta forma a medicina atual deveria ser praticada com base na medicina pós genoma, e não a insistir erradamente a se fundamentar naquela medicina obsoleta, que visa combater os sintomas com medicamentos químicos ao invés de buscar e combater as causas, a origem da doença.

E de que maneira um indivíduo pode interferir nos genes a fim de determinar se um gen será expressado ou não? A resposta é simples, através da alimentação, da nutrição.

Hoje em dia não existe possibilidade de se realizar uma medicina eficaz e eficiente sem o profissional de medicina ser também um especialista em nutrição, é impossível. Em outras palavras, o médico que não estiver a par destes conhecimentos, se fundamentando naquela "medicina" antiga, onde procura aplicar o tratamento com base somente na administração de medicamentos químicos, este médico, infelizmente está obsoleto, este médico não está apto a resolver de verdade o seu problema.

Esta publicação do genoma trouxe um enorme benefício para todos nós, pois ficou evidente que nós não somos reféns da nossa genética, como se acreditava antigamente. O fato de termos alguém que tenha desenvolvido diabetes na família, não significa que devamos também desenvolver diabetes, não é porque uma mãe teve câncer de mama que sua filha também esteja condenada a desenvolver câncer de mama. Apesar da filha possuir esse gen do câncer de mama, ela pode fazer com que esse gen não venha a se expressar, isso é algo libertador. É possível silenciar esse gen, fazer com que ele não venha a se expressar, e isso, apenas através da alimentação. Um exemplo disso, que por sinal é comentado pelo renomado e mundialmente conhecido Dr. Lair Ribeiro, uma mulher que, por exemplo, teve a mãe e a irmã morta pelo câncer de mama, apesar dela possuir esse gen, ela pode fazer com que esse gen fique adormecido e não venha a se expressar. Para isso, ao invés dela se submeter a uma mastectomia radical bilateral preventiva, ela simplesmente passa de 2 a 3 vezes por semana a ingerir crucíferas (repolho, brócolis, couve, nabo, couve de bruxelas), pois estes alimentos possuem uma substância chamada Indol 3 Carbinol, e essa substância não deixa que esse gen venha a se expressar, faz com que esse gen seja silenciado, fique adormecido, impedindo que essa mulher venha a desenvolver câncer de mama. Ou, caso ela não deseje fazer a ingestão de crucíferas de 2 a 3 vezes por semana, ela poderá ingerir 200 mg de Indol 3 Carbinol na forma de suplemento diariamente. Isso se chama, Epigenética, apesar desta mulher possuir o gen do câncer de mama, esse gen pode ficar adormecido pro resto da vida e não se expressar da maneira maléfica. O Indol 3 Carbinol faz o que é conhecido como metilação, o grupo metil, é um grupo que geralmente silencia genes oncogênicos, que são genes que vão causar câncer. Então através da alimentação é possível fazer algo dessa natureza.

O pai da medicina moderna, Hipócrates, a 400 anos antes de Cristo já dizia: "Que seu alimento seja o seu remédio e seu remédio seja o seu alimento". Infelizmente, na faculdade de medicina os médicos aprendem muito pouco sobre nutrição, em geral um médico não sabe praticamente nada sobre nutrição, o médico seria a última pessoa a quem deveríamos procurar saber o que comer, pois em 6 anos de faculdade de medicina um médico tem apenas de 6 a 7 horas de nutrição. Então, como o médico não é treinado em curar desta forma, ele tenta curar através de remédios, só que, remédio, como o próprio nome diz, remédio não cura, ele remedia. E a faculdade de medicina foi controlada pela indústria farmacêutica, sendo assim, o médico só aprende a trabalhar com remédios.

A importância da alimentação é tão grande, que, só para se ter uma ideia de como a nutrição influência diretamente em nossa biologia, em uma colméia por exemplo, todas as abelhas possuem o mesmo genoma, todas elas são gêmas idênticas, contudo, a abelha rainha vive 62 vezes mais do que as abelhas operárias, pelo fato de somente a rainha se alimentar da geleia real, para vermos quanto a alimentação pode influenciar diretamente em nossos genes, em nossa biologia.

Só para se ter uma ideia, uma patente farmacêutica tem duração de 17 anos, porém, para se conseguir uma patente, um laboratório tem que provar que aquela molécula que ela inventou não existe na natureza, não existe na terra. Por exemplo, não se pode patentear Magnésio, não se pode patentear Vitamina D3, não se pode patentear Vitamina C, enfim, tudo que é produzido pela natureza não pode ser patenteado, isso quer dizer que, em última análise, um remédio é um Extra Terrestre, isso mesmo é um ET, o seu corpo não reconhece aquela molécula, o corpo não entende aquela informação e, não sabe o que fazer com essa substância estranha.

Qualquer medicamento quando ingerido, por exemplo, um beta bloqueador, uma estatina, um prozac, o corpo não sabe o que fazer com isso, pois é uma molécula estranha, e imediatamente começa um processo de eliminação com todos os seus efeitos colaterais, e esse efeito colateral acaba impactando em outro órgão, e então o paciente vai num médico que cuida daquele órgão, e esse médico vai receitar então um outro remédio que vai gerar outro efeito colateral em um outro órgão e assim por diante. Como podemos observar, além do remédio não curar, pois o remédio apenas remedia, "trata" a sintomatologia, ele ainda causa outros problemas que este indivíduo ou paciente não possuía antes. Prevenção é a chave para se viver bem.