O telômero é uma enzima que confere às células a capacidade de refazer seus telômeros e recuperar a perda que acontece a cada replicação celular. Com o passar dos anos, a função da telomerase declina e os telômeros se encurtam após centenas de divisões celulares. As "pontas protetoras" dos cromossomos, ou telômeros, ficam menores e os genes situados próximos aos telômeros podem ser danificados. 

Os cientistas acreditam que, quando nascemos, nossos telômeros têm um comprimento definido que vai diminuindo conforme nossas células se dividem. O tamanho dos telômeros indica diretamente a idade celular, ou a idade biológica. O estudo dos telômeros é a mais nova e intrigante área da ciência para ter melhor compreensão do processo da vida e do envelhecimento. Quanto maior for a atividade da Telomerase, maior será sua capacidade de preservar o tamanho dos telômeros, mantendo a integridade cromossomal


Figura 1 - Encurtamento dos telômeros devido a divisão celular

 

ESTUDOS CIENTÍFICOS SOBRE O TEMA

Inúmeros trabalhos mostram uma correlação direta entre o tamanho dos telômeros e a saúde. Como exemplo, um grande estudo publicado na Scientific American comprovou que indivíduos com mais de 60 anos de idade e com telômeros mais longos têm menor probabilidade de desenvolver doenças cardíacas, além de serem mais resistentes a infecções.

SENESCÊNCIA CELULAR

Caracteriza-se pela perda da capacidade das células normais se dividirem, sendo esta uma manifestação da perda de função da telomerase. A não recuperação do tamanho dos telômeros é a causa do fenômeno de Hayflick: as células normais dos mamíferos não são imortais, ou seja, após um determinado número de multiplicações perdem esta capacidade e morrem. Caso haja estimulação da replicação celular, é indicado preservar um bom funcionamento da telomerase para prevenir a senescência celular.

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