Vitamina D

deficiência da vitamina d e sua relação com câncer, doença de parkinson, alzheimer, depressão entre outras

A vitamina D (1,25 (OH)2D3), na verdade não é uma vitamina, e sim um HORMÔNIO ESTEROIDAL, é o mais poderoso hormônio esteroidal produzido que existe no corpo. Ele controla mais de 2000 genes, o corpo humano possui 26 mil genes, ou seja, ela controla praticamente 10% de toda expressão gênica.

Para quem faz uso de estatinas ou realiza algum controle do colesterol, cuidado, pois o colesterol abaixo de 150, o não produz vitamina D, o corpo não produzindo vitamina D, perde-se o controle de mais de 2000 genes, isso predispõe a câncer e predispõe a todo processo infeccioso seja bacteriano, fungico ou virótico.

A deficiência deste hormônio nos torna vulneráveis e suscetíveis a uma enorme gama de comorbidades que afetam as pessoas, estas comorbidades atingem, principalmente as pessoas que estão envelhecendo. Aumentar os níveis séricos de vitamina d (1,25 (OH)2D3) tem como resultado:

- Melhora da cognição (problemas de falta de memória e distúrbios de aprendizados);
- Prevenção dos mais diversos tipos de câncer;
- Imunidade a gripes e doenças oportunistas de inverno;
- Melhora da pressão arterial;
- Prevenção e inibição da evolução da doença de Parkinson e Alzeimer;
- Melhora da depressão;
- Queda de cabelo;

Figura 1: Após passar pelo fígado e rins a vitamina d se transforma em 1,25(OH)2D3 e passa a ser um HORMÔNIO ESTEROIDAL

ANTICÂNCER – 85% DOS CANCERES SERIAM PREVENIDOS SE OS NÍVEIS SÉRICOS DO 1,25 (OH)2D3 ESTIVESSE ENTRE 60 E 80 ng/ml

Os estudos mostram que se um indivíduo mantiver os níveis séricos do 1,25 (OH)2D3, que é o hormônio colicalciferol (vitamina D3) acima de 50 ng/ml, este indivíduo estaria reduzindo em até 85% os riscos de desenvolver câncer, todos os tipos de câncer. A partir dos 100 ng/ml estes níveis séricos do 1,25 (OH)2D3, já começa a se tornar um risco, que é tido como intoxicação pela vitamina D3. O curioso é que nas referências encontrados em nos exames laboratoriais os níveis normais são acima de 30 ng /ml. Contudo, estes níveis estão longe de serem níveis ótimos, conforme serão mostrados ao final por diversos trabalhos científicos publicados em países desenvolvidos e sérios, que estão preocupados na prevenção e não no tratamento de doenças.

ANTI-VIRAL E INIBIDOR DE BIOAGENTES PATOGÊNICOS

Quando somos infectados por um vírus ou algum outro agente biopatogênico, o corpo apenas consegue responder a esse agente adequadamente, se a membrana destes bioagentes for rompida, somente a partir daí, o sistema imune consegue atacar estes bioagentes agressor, porém, para que seja possível realizar este rompimento da membrana destes agentes microbianos é necessário que o corpo consiga produzir uma proteína chamada peptídeo antimicrobiano, e o modulador da síntese desse peptídeo é justamente a Vitamina D. Em outras palavras, se as pessoas estivessem suplementando Vitamina D, uma quantidade enorme de pessoas não estariam sofrendo ou morrendo de infecções oportunistas de inverno, como gripe por exemplo, além de claro, prevenir outras patologias muito mais graves, a exemplo do câncer por exemplo.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Através da vitamina D o organismo é capaz de sintetizar uma proteína chamada Fator Inibidor de Renina, esta proteína é fundamental para a manutenção da pressão nas artérias. E se pararmos para pensar, uma quantidade enorme de pessoas que estão sofrendo de hipertensão arterial sistêmica e fazendo uso de anti-hipertensivos, com todos os efeitos colaterais, poderiam ter o seu problema no mínimo atenuado, e, em boa parte destes casos curados, se ao invés de fazerem uso destes medicamentos, fizessem uso de suplementação de vitamina D.

ATEROESCLEROSE

Capacidade de interferir na deposição da placa ateromatosa, esta deposição da placa ateromatosa é responsável pela inflamação crônica subclínica, e um dos fatores desencadeadores deste processo é a deficiência de vitamina D. A partir do momento que há uma queda de vitamina D no organismo, estes fatores que causam lesão do endotélio, que é a camada interna das artérias, permite que sejam criadas as condições para que o colesterol comece a se depositar dentro das artérias.

PREVENÇÃO E INIBIÇÃO DA EVOLUÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON E ALZEIMER

A vitamina D tem sido uma peça fundamental na função cerebral. Particularmente, na redução do risco de desenvolvimento da doença de Parkinson e/ou Alzheimer, ou da progressão da severidade destas doenças. No entanto, sabe-se, através das pesquisas que não são necessariamente os baixos níveis de vitamina D que provocam estas doenças. Por essa razão, para verificar a relação da vitamina D e da doença de Parkinson, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Jikei, no Japão, realizaram um estudo randomizado com 114 pacientes com a patologia.

A suplementação com vitamina D de fato pode ajudar a estabilizar a evolução da doença de Parkinson em pacientes com predisposições genéticas, isto é, pacientes com alterações no gene receptor para vitamina D. A vitamina D3 – forma ativa do nutriente – é lipossolúvel e ao entrar na célula interage prontamente com seu receptor, ou seja, caso haja uma alteração no gene que “forma” a proteína desse receptor, a vitamina não executará adequadamente sua função no corpo.

Comprovadamente a deficiência de vitamina D pode causar certos transtornos de neurodesenvolvimento, como esquizofrenia, ela pode acelerar a progressão de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson. Os diversos estudos relacionados ao final demonstram a possibilidade de prevenir doenças neurodegenerativas tanto como o Parkinson quanto o Alzheimer com a suplementação da vitamina D.

DEPRESSÃO – AUMENTAR OS NÍVEIS SÉRICOS DE VITAMINA D PARA MELHORAR DEPRESSÃO

A meta-análise, liderada pela Professora Rebecca Anglin, envolveu o exame de seis bases de dados para estudos de investigação relacionados com a depressão e os níveis de vitamina D. A equipe de pesquisa buscou ensaios clínicos randomizados, estudos caso-controle, estudos transversais e estudos de grupo, em que a depressão era o elemento que estava sendo estudado.  Em um nível de vitamina D no sangue foi descrita como uma potencial intervenção ou fator de risco.

“No geral, as estimativas de síntese de todas as análises sugerem uma relação entre a vitamina D e depressão”, a equipe de investigação concluiu.

“Dada a alta prevalência de deficiência de vitamina D como da depressão, uma associação entre essas duas condições teria implicações de saúde pública, especialmente porque a suplementação com vitamina D é de custo-benefício eficaz e sem efeitos adversos significativos “, disse a equipe. “Os estudos de observação até agora forneceram algumas evidências de uma relação entre a deficiência de vitamina D e depressão”.

RELAÇÃO E INFLUÊNCIA DA VITAMINA D NOS NÍVEIS DE TESTOSTERONA E PERFORMANCE ESPORTIVA

Os cientistas acreditam que existem pelo menos duas razões que explicam a influência da vitamina D nos níveis de testosterona. A primeira é que a vitamina D inibe o processo de aromatização na qual a testosterona é convertida em estrogênio, que é o hormônio sexual feminino. A segunda é que, uma vez que as células que produzem testosterona possuem receptores de vitamina D, ela estimula a produção desse hormônio.

Estudos que analisaram a relação da vitamina D com o rendimento desportivo descobriram que a deficiência desta vitamina pode prejudicar o desempenho do atleta. Segundo um estudo recente publicado em 2013, a vitamina D parece estar envolvida na síntese de ATP nas mitocôndrias.

Em 2009, uma revisão de estudos publicada no Medicine and Science & Sports and Exercise havia descoberto que a vitamina D aumenta o volume e o número das fibras musculares do tipo II (contração rápida). Os investigadores concluíram que a suplementação com vitamina D aumenta a performance desportiva em atletas que apresentam deficiência desta vitamina.

A relação da vitamina D com os níveis de testosterona foram também demonstrados num estudo de 2010. Este estudo encontrou uma relação diretamente proporcional entre níveis adequados de vitamina D e níveis elevados de testosterona livre. Os mesmos resultados foram corroborados por outro estudo publicado no mesmo jornal científico.

Em indivíduos com excesso de peso, a suplementação com vitamina D tem um impacto positivo no aumento dos níveis de testosterona livre. Isso foi demonstrado num estudo que reuniu 54 homens entre os 20 e os 49 anos, que se suplementaram diariamente com 3.332 ui de vitamina D durante um ano inteiro.

Estes resultados fazem sentido, tendo em conta que está demonstrado que o processo de aromatização é mais notório em indivíduos com excesso de peso, uma vez que a aromatase – a enzima que converte a testosterona em estrogênio – está presente nas células de gordura. Ou seja, quanto mais massa gorda, maior quantidade de aromatase, maior conversão de testosterona para estrogênio. Este estudo reuniu 893 indivíduos do sexo masculino que consumiram, semanalmente, 20.000 ui ou 40.000 ui de vitamina D (cerca de 2850 ui e 5700 ui por dia, respetivamente).

OS ALIMENTOS NÃO SUPREM AS NECESSIDADES DE VITAMINA D

Os alimentos estão muito longe de conseguir suprir as necessidades metabólicas globais. Ovos, carnes, peixes não conseguem suprir sequer nem 10% destas necessidades globais, e para agravar ainda mais, as pessoas estão cada vez mais se afastando do sol, com medo do sol. A vitamina d seria naturalmente sintetizada mediante a exposição da pele aos raios ultravioleta, no espectro de onda de 200 a 400 nanômetros, mas, por estarmos cada vez mais recolhidos em ambientes fechados devido a essa demonização do sol, infelizmente não conseguimos realizar esta sintetização da vitamina d.

Além disso, não é todo raio ultravioleta que sintetiza a vitamina D. Existem os raios ultravioleta a e ultravioleta b, os raios ultravioleta a tem o dia inteiro, porém estes raios não produzem vitamina D. Já os raios ultravioleta b, estes sim, são os responsáveis pela produção da vitamina D, porém, estes raios só estão disponíveis entre os horários das 10h da manhã e 14h da tarde, ou seja, é justamente neste intervalo que são os melhores horários para obtenção da vitamina D. O melhor horário, o ideal seria ao meio dia, que é onde existe uma maior concentração dos raios ultravioleta b. O sol está muito longe de ser causador de câncer.

ALIMENTOS ENRIQUECIDOS

Os alimentos enriquecidos com vitamina D, não tem efeito algum na prevenção, tratamento e manutenção da saúde corporal. Os alimentos enriquecidos com vitamina d, são enriquecidos com vitamina D2 (ergocalciferol), o corpo "não usa" a vitamina D2. Além dos riscos que se tem se fazer uso de alimentos enriquecidos, conforme já visto em video.

DOSAGEM E SUPLEMENTAÇÃO

As doses diárias da suplementação da vitamina d não são amplamente divulgadas, pelo menos no Brasil, visto que é de certa forma uma ameaça a um sistema que lucra com doenças e enfermidades, entretanto, é importante saber que, a dose diária na suplementação não é o mais importante, e sim, a concentração sérica do 1,25 (OH)2D3, que é a vitamina d entre 60 e 80 ng/ml.

A dose diária recomendada de vitamina D está estabelecida entre as 400 e as 800 UI, no entanto, esta dose pode ser INSUFICIENTE para praticantes de exercício físico regular.

O limite seguro estabelecido nos Estados Unidos da América é de 2000 ui por dia, enquanto que no Canadá é de 4000 ui. Um estudo publicado em 2007 estabeleceu um limite seguro de até 10.000 ui de vitamina D por dia, conforme trabalho publicado em: Risk assessment for vitamin D : http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17209171)

Além disso, outras pesquisas realizadas demonstram que doses de até 10.000 ui são consideradas doses fisiológicas e, portanto, sem nenhuma toxicidade. Veja estudo publicado pelo Departamento de Medicina Interna, Divisão de Hematologia e Oncologia da Universidade de Kansas Medical Center, Kansas City, KS (Department of Internal Medicine, Division Hematology and Oncology, University of Kansas Medical Center, Kansas City, KS http://jop.ascopubs.org/content/6/2/97.full)

NÃO DEIXEI DE ASSISTIR AOS VIDEOS AO FINAL

REFERÊNCIAS E ALGUNS DOS INÚMEROS TRABALHOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS REFERENTE A VITAMINA D E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUA DEFICIÊNCIA EM NOSSO CORPO

How I Treat Vitamin D Deficiency
http://jop.ascopubs.org/content/6/2/97.full

The Anti-Cancer and Anti-Inflammatory Actions of 1,25(OH)2D3
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3164534/

Treating vitamin D deficiency may improve depression
http://www.sciencedaily.com/releases/2012/06/120625152358.htm

Vitamin D Deficiency Is Associated With Low Mood and Worse Cognitive Performance in Older Adults
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1064748112608902

Vitamin D and cognitive performance in adults: a systematic review
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-1331.2009.02755.x/abstract

Cognitive Effects of Vitamin D Supplementation in Older Outpatients Visiting a Memory Clinic: A Pre–Post Study
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1532-5415.2011.03877.x/abstract?userIsAuthenticated=false&deniedAccessCustomisedMessage=

Higher Serum Vitamin D3 Levels Are Associated with Better Cognitive Test Performance in Patients with Alzheimer’s Disease
http://www.karger.com/Article/Abstract/134382

Effects of Vitamin D Supplementation on Cognitive and Emotional Functioning in Young Adults – A Randomised Controlled Trial
http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0025966

The association between vitamin D and cognition: A systematic review
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1568163713000263

Relationship between disease activity and serum levels of vitamin D metabolites and PTH in rheumatoid arthritis.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9501950

Vitamin D: preventive and therapeutic potential in Parkinson's disease
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24160295?dopt=Abstract

Vitamin D status and Parkinson’s disease: a systematic review and meta-analysis
http://link.springer.com/article/10.1007/s10072-014-1821-6

Low Vitamin D and High Parathyroid Hormone Levels as Determinants of Loss of Muscle Strength and Muscle Mass (Sarcopenia): The Longitudinal Aging Study Amsterdam
http://press.endocrine.org/doi/abs/10.1210/jc.2003-030604

Muscle strength in the elderly: Its relation to vitamin d metabolites
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003999399903076

Association between 25-hydroxy vitamin D levels, physical activity, muscle strength and fractures in the prospective population-based OPRA Study of Elderly Women
http://link.springer.com/article/10.1007/s00198-005-1860-1

Effect of Vitamin D Supplementation on Testosterone Levels in Men
http://www.researchgate.net/publication/49679775_Effect_of_Vitamin_D_Supplementation_on_Testosterone_Levels_in_Men

Association between plasma 25-OH vitamin D and testosterone levels in men
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2265.2012.04332.x/full

Risk assessment for vitamin D
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17209171

Importante

As informações contidas aqui tem caráter informativo, e não devem ser usadas para o diagnóstico ou para orientar o tratamento sem a opinião de um profissional de saúde. Procure sempre um médico de sua confiança e que, de preferência entenda de medicina preventiva, medicina ortomolecular, um nutrólogo ou um nutricionista. Apenas o médico está habilitado para diagnosticar eventuais doenças, indicar tratamentos e receitar, se necessário, medicamentos e minerais.