Mito do colesterol

o fígado produz colesterol a partir de carboidratos e não de gorduras

O tema colesterol é sem dúvida um dos temas que tem trazido conflito entre médicos, assim como os temas relacionados a tireoide. Não é segredo para ninguém que a faculdade de medicina foi controlada pela indústria de medicamentos, que tem interesses financeiros envolvidos com a venda de medicamentos químicos. Por isso o médico só aprende a trabalhar com remédio. Um médico não foi preparado pra receitar nutrientes, por exemplo, alimentos funcionais, como abacate, o abacate possui uma substância chamada citosterol, tem omega 9 (ácido oleico), o mesmo que existe no azeite de oliva, e essas substâncias ajuda a baixar o colesterol, o magnésio, é um regulador do colesterol, uma deficiência de magnésio também contribui para o aumento de colesterol. O magnésio, é responsável de mais de 350 reações enzimáticas no corpo, e sua deficiência está relacionado a inúmeras enfermidades e disfunções no corpo.

E em se tratando do assunto colesterol, existem diversas drogas como por exemplo Lovastatina (Mevacor), Pravastatina (Pravachol), Sinvastatina (Zocor), Fluvastatina (Lescol), Atorvastatina (Lípitor), Rosuvastatina (Crestor), a exemplo da Líptor que foi o medicamento que mais vendeu no mundo.

Na realidade, a necessidade de baixar colesterol foi criado com a finalidade de vender medicamentos para baixar o colesterol, o conhecimento de que colesterol não é vilão é compartilhado por muitos médicos e cientistas ao redor do mundo. Porém, como se sabe, nem todo conhecimento e informação que permeia a medicina não chega para a população, e obviamente existem interesses políticos e financeiros nisso.

Salvo sob algumas exceções deve-se realizar um tratamento com a finalidade de se baixar o colesterol, mas isso em algumas exceções e onde haja também aumento das triglicérides, triglicérides sim, estes devem ser baixados, contudo, sem a necessidade de se recorrer a medicamentos químicos a base de estatinas, pois o que não é revelado ao paciente é que antes da estatina baixar o colesterol ela abaixa também os níveis de CoQ10 (coenzima Q10), dolicois e esqualeno, três substâncias importantíssimas para a saúde humana. A CoQ10 é vital para a saúde do coração.

A CoQ10 trabalha para fornecer energia necessárias para desempenhar a função dos órgãos e é encontrada em altas concentrações no coração e nas células do fígado. A CoQ10 impede a oxidação do colesterol ruim (LDL), e sem esse bloqueio da oxidação do colesterol ruim (LDL) produziria um bloqueio nas artérias, causando doenças cardíacas. A CoQ10 está intimamente ligada à produção de colesterol e, se alguém toma estatinas para controlar os níveis elevados de LDL, elas também irão suprimir a produção de CoQ10.

Quem tem algum parente ou amigo que faz uso de estatinas, certamente tem conhecimento que a pessoa tem problemas musculares, fraquezas e em muitos casos, a depender do uso, a pessoa sofre até mesmo de uma doença chamada Rabdomiolise, que é uma síndrome grave que ocorre devido a uma lesão muscular direta ou indireta. É um resultado da morte das fibras musculares, que liberam seu conteúdo para a corrente sanguínea. A pessoa não tem forças sequer para andar. Esse processo causado pelo uso das estatinas pode afetar principalmente os rins, que não conseguem remover os resíduos concentrados na urina. Em casos raros, a rabdomiolise pode até causar a morte. No entanto, o tratamento imediato muitas vezes traz bons resultados.

A desinformação, até mesmo por parte da comunidade médica começa com o conceito de que o colesterol elevado é devido ao excesso de gorduras nos alimentos, o que esse grupo de médicos não sabem, ou esqueceram é que o fígado produz colesterol a partir de carboidratos e não de gorduras. Colesterol não é gordura colesterol é álcool, colesterol não é feito de gordura, colesterol é feito de carboidratos.

Claro, isso não significa que não devamos controlar a ingestão de gorduras, mesmo porque, como já foi comentado em tópicos anteriores e comentaremos em um tópico futuro, onde falaremos sobre gorduras, existem vários tipos de gorduras, a gordura saturada por exemplo, possui três tipos: gordura saturada de cadeia curta, gordura saturada de cadeia e gordura saturada de cadeia longa. Gordura saturada de cadeia média são “remédios”, mesmo pessoas onde foram removidos a vesícula, podem fazer uso destes dois tipos de gordura saturada (cadeia curta e média) que não tem problema algum, não é nem necessário de bile para metabolizar esse tipo de gordura.

A mídia também tem uma parcela nesse tipo de lavagem cerebral, pois lemos a quase todo momento notícias sobre aumento de colesterol relacionados com consumo de gorduras.

Um indivíduo com colesterol abaixo de 150, o corpo não produz vitamina D, essa não produção de vitamina D faz com que se perca o controle de mais de 2.000 genes. Deficiência de vitamina D predispõe a câncer, colesterol baixo aumenta chance de câncer, predispõe a todo processo infeccioso seja bacteriano, fungico ou virótico. Além disso, todos os hormônios esferoidais pregnolona, DHEA, androstenediona, testosterona, progesterona, estradiol, estrona, estriol, todos eles advêm do colesterol, a produção destes hormônios desaparece, e a pessoa entra em deficiência panhormonal.


Figura 1 - Todos os hormônios esteroidais dependem de colesterol, conforme é mostrado. 

Colesterol Elevado é apenas um sinalizador biológico para que servem para informar que alguma coisa não está funcionando bem no corpo. Por exemplo uma pessoa com hipotireoidismo, que é muito comum no Brasil e não é diagnosticado, e mais a frente iremos abordar esse assunto que é a tireoide, poderemos conhecer porque existe em mais de 90% da população um hipotireoidismo subclínico, não diagnosticado. Então, uma pessoa que tem a sua função tireoidiana desregulada, que não está funcionando bem, isso faz com que os níveis de colesterol se elevem, o corpo faz isso como mecanismo de compensação, como uma defesa. O primeiro ponto que deveria ser observado quando um paciente está com colesterol alto deveria ser a avaliação da tireoide, como já foi dito em tópicos anteriores, deve-se checar primeiramente as causas de um sintoma, e não acatar o sintoma, no caso por exemplo de uma pessoa com colesterol elevado, que toma estatina, os efeitos colaterais são tão graves, que o tratamento ficou pior que a “doença”. Outro fator que também aumenta o colesterol é uma deficiência de magnésio, que por sinal é um mineral muito pobre no Brasil.

O que interessa não é o nível do colesterol, e sim sua oxidação, inflamação crônica que existe no organismo, o que a inflamação aguda tem de benéfico (pois a inflamação aguda é aquela que ocorre quando algum invasor no corpo, pois ai gera um processo inflamatório), a inflamação crônica tem de maléfico. Se a pessoa possui um nível de inflamação alto nas artérias por exemplo, entramos em processo de oxidação, e com isso vai ocorrer modificação no LDL, se não existe inflamação no corpo, pode-se comer o colesterol que desejar, o colesterol só vai fazer bem, ele vai produzir mais hormônios, o problema não é baixar o colesterol, e sim, baixar o nível inflamatório, é fazer com que a Proteína C Reativa esteja abaixo de 0,5.

Algumas informações para avaliarmos sobre esse mito do colesterol

-60% das pessoas que sofreram infarto nos últimos 26 anos, no estudo de Framingham, que é o estudo mais importante epidemiológico cardiovascular do mundo, têm seus níveis de LDL-Colesterol semelhantes aos níveis de colesterol encontrados em pessoas do grupo sem infarto.

Se é o colesterol que causa infarto, por que que 60% dos infartados tem colesterol normal?

E mais, o estudo de Framingham mostrou que a chance de morte por câncer aumentava 200% se houvesse uma queda substancial no colesterol, num período de 4 anos de follow-up, em outras palavras, quanto mais baixo colesterol, mais câncer vai se desenvolver.

Não deixem de assistir o vídeo aqui disponibilizado que fala sobre isso, são trechos de 2 vídeos de aulas de pós graduação para médicos, um vídeo de vídeo conferência e um com uma entrevista, muito esclarecedoras e importantes para que não sejamos ainda vítimas desse sistema

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