Entendendo o câncer

Ao contrário do que se pensa, o câncer não é uma doença, o câncer é na verdade um sintoma de que existe um ou vários distúrbios metabólicos no corpo, onde o terreno biológico é propício para o desenvolvimento do mesmo, por esta razão muitas vezes se remove o tumor e tempos depois o câncer volta, ele vai recidivar, porque o ambiente propício para o tumor se desenvolver continua comprometido. Deve entender que o simples fato de remover um tumor, realizar a ressecção do tumor, não significa que o câncer está sendo tratado, o tumor é um sintoma, nada mais que isso, da mesma forma que a febre é um sintoma da gripe, tomar um anti-térmico para baixar a febre não significa que tratou a gripe, com o câncer é a mesma coisa.

 

O corpo é atacado a constantemente por centenas de milhares de células cancerígenas (oncogenes). Porém, o nosso sistema imune realiza a destruição destas células através dos genes supressores.

PREVENÇÃO

A prevenção deve ser realizada antes do estágio de iniciação, como veremos a seguir, isso porque, medidas preventivas que surtiriam efeitos antes da iniciação do câncer, após a sua iniciação poderá não mais surtir efeito, necessitando desta forma realizar uma outra abordagem do problema. Por esta razão um estilo de vida adequado é um dos fatores que contribuem para o não surgimento do câncer, como ter um sono adequado, uma alimentação adequada uma estabilidade emocional, dificilmente esta pessoa virá a ter câncer.

OS ESTÁGIOS DO CÂNCER

O câncer possui três estágios, entender como isso funciona é importante para uma prevenção e eficiência no tratamento, são eles: Iniciação, Promoção e Progressão.

Enquanto o indivíduo não tem câncer e não quer vir a ter no futuro, é necessário realizar uma PREVENÇÃO. Embora na família exista uma predisposição genética, mesmo assim é possível realizar uma prevenção afim de evitar que o câncer venha a se manifestar.

1. Estágio de iniciação

Neste estágio as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.

2. Estágio de promoção

Neste estágio, as células "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Esta transformação só é possível caso exista um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.

3. Estágio de progressão

É o terceiro e último estágio, que a metástase, que é quando a célula cancerígena migra para outros locais do corpo, como pulmões, ossos etc. A metástase se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas.

Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.

ANGIOGENESE

Para uma célula cancerígena migrar e desta forma criar um tumor metastático, são necessários alguns requisitos, o principal deles é a Angiogenese. Para que uma célula possa sobreviver e se multiplicar, ela precisa se nutrir através do sangue, e para isso ela precisa de vasos sanguíneos.

Quando uma célula cancerígena migra para outra parte do corpo ela não possui vasos, mas ela tem a capacidade de criar sua própria vasculatura, ela mesma cria seus novos vasos, isso se chama angiogenese. Uma das formas de evitar a metástase é bloqueando o processo de angiogenese. Sobre um dos mecanismos para bloquear a angiogenese será abordado na parte 2.

TRATAMENTO

Para um eficiente e eficaz para o tratamento do câncer, faz-se necessário uma abordagem multifatorial, uma vez que, sendo o câncer apenas um sintoma de uma desordem metabólica, o simples fato de realizar uma ressecção do tumor não elimina com o câncer, tanto é que, existem inúmeros casos de recidiva após, 10, 15, 20 anos. Isso porque, o ambiente, o terreno biológico que predispõe a aparecimento do câncer continua o mesmo. É impossível tratar uma doença de forma eficaz sem que sejam realizadas mudanças nutricionais e de estilo de vida que promovam uma melhora do terreno biológico.

Apenas três fatores causam câncer, ou de forma isolada ou uma combinação destes três fatores, que são:

1. Conflito emocional

Existe sempre um conflito de natureza emocional, seja um divórcio, ou a perda de um pai, mãe, filho, etc. Sempre existe nos últimos dois anos antes do surgimento do câncer, um conflito emocional que deve ser tratado caso esse conflito permaneça, continue frequente, não adianta administrar remédios, o conflito é que precisa ser tratado.

2. Fator nutricional (desnutrição)

Todo paciente com câncer possui uma desnutrição causada por ingestão de alimentos processados, industrializados, pobres em nutrientes. Comer e se alimentar/nutrir são coisas muito diferentes. A pessoa pode até comer, mas não se nutriu.

3. Intoxicação (toxinas)

Que está indiretamente e diretamente relacionado com aquilo que se ingere.

Somente estes fatores sejam isolados ou combinados são responsáveis pelo aparecimento do câncer, ou a pessoa está desnutrida ou com conflito emocional ou está intoxicada ou a combinação de um destes fatores. Deste modo faz-se necessário tratar a parte mental, da parte nutricional.

Um paciente que teve um câncer devido a uma alergia alimentar, que pode ocorrer, não adianta tratar o câncer e não resolver o problema da alergia alimentar, pois o terreno biológico continua favorável ao surgimento do câncer. Por exemplo, um paciente que desenvolveu câncer devido a alergia* ao leite, não adianta tratar o câncer e o paciente continuar tomando leite.

A abordagem no tratamento convencional para o câncer como pode ser observado deixa muito a desejar, conforme veremos no decorrer. O ponto principal é cuidar da biologia do paciente com câncer. Um câncer não consegue viver em um ambiente saudável, em um corpo ecologicamente saudável.

Para ter uma ideia do que significa terreno biológico, tome como exemplo um peixe que vive em um rio contaminado, e esse peixe desenvolve um tumor hepático, que ocorre com frequência. Daí pegamos esse peixe, realizamos uma operação nele, retiramos o tumor e ai devolvemos esse peixe novamente nesse rio contaminado. Foi justamente a água contaminada que gerou o câncer no peixe, de nada adianta operar, remover o tumor e pôr o peixe de volta ao rio, anos depois ele volta a desenvolver o câncer. O térreo biológico é muito importante. 20 pessoas entram numa sala, cinco ficam gripadas e quinze saem sem gripe, e o vírus estava lá para todos, mas em uns o terreno biológico favoreceu ao vírus.

(*) alergia ao leite é diferente de intolerância a lactose, uma pessoa pode não ter intolerância a lactose mas pode ter alergia às proteínas do leite.

A SOBREVIVÊNCIA DO CÂNCER

Além de conhecer os fatores que são favoráveis ao aparecimento dos cânceres, é importante conhecer como ele sobrevive, as abordagens nos tratamentos convencionais não levam isso em consideração, razão pela qual quimioterapias, radioterapias e cirurgias não são eficientes e eficazes no tratamento.

A célula cancerígena só se alimenta de apenas duas coisas, que são a glutamina ou glicose. A glutamina no caso de cânceres de origem hematopoéticas (linfomas, leucemias, mieloma múltiplo). Quando o câncer não é de natureza hematopoética, ele se alimenta predominantemente de glicose/açúcar. Não é raro encontrarmos pacientes extremamente magros, de cama, definhando e sem forças para nada, mas o tumor só aumentando. Isso porque o câncer está se alimentando da glicose no sangue.

Dito isso, já observamos um ponto primordial, um ponto chave para o tratamento eficaz contra o câncer, suprimir ou diminuir drasticamente a ingestão de açúcar/carboidratos. Aqui já observamos o fator da estratégia nutricional. A conduta médica convencional hoje não cuida disso, o paciente com câncer vai ao médico, é sugerido ao paciente a quimioterapia por exemplo, porém, o médico convencional, que não tem conhecimento sobre Epigenética, não faz nenhuma restrição ao que o paciente deve ou não ingerir, orientando ainda o (a) paciente a comer o que quiser, e sorvetes, refrigerantes, doces, etc, tudo isso vai alimentar as células cancerígenas diariamente.

O simples fato de restringir ou diminuir drasticamente a ingestão de carboidratos, onde o paciente entre numa dieta chamada cetogênica, o tumor regride. O Dr. Thomas Seyfried, que é uma das maiores autoridades no mundo em dieta cetogênica, tratam paciente com câncer, colocando-os em dieta cetogênica e os tumores vão diminuindo. De forma muito resumida, a dieta cetogênica consiste em baixar o carboidrato a quase zero e aumento a ingestão de gorduras BOAS, e proteínas. Não é gordura trans, que inclusive está associado ao aparecimento de cancer.

AUTODESTRUIÇÃO DA CÉLULA CANCERÍGENA

Existem dois fatores que são aliados das células cancerígenas, mas, estes fatores podem ser revertidos. A razão pela qual as células cancerígenas se desenvolvem rápido, é porque ela se reproduz onze vezes mais rápido do que as células normais, além disso, as células cancerígenas não têm apoptose. Apoptose é a morte programada celular, as células possuem um processo de divisão celular, e a cada divisão, o telômero, que é a extremidade do cromossomo vai encurtando, até que chega o momento que o telômero acaba e a célula entra em processo de morte, que é a apoptose. A célula cancerígena ela não tem apoptose e ela ainda possuem telomerase, permitindo assim que o telômero nunca encurte.

Mas nem tudo está perdido, além de sabermos do que a célula cancerígena se alimenta, como já visto acima, existem outros mecanismos que fazem com que a célula cancerígena entre em processo de apoptose e, desta forma pare seu processo de evolução e até mesmo promovendo a regressão. Na parte 2 será detalhado outras formas mais eficazes, eficientes e sem efeitos colaterais, já comprovadamente aplicados em pacientes humanos que possuíam inclusive câncer de pâncreas com metástase no corpo inteiro, e após o tratamento as metástases desapareceram.

 

Referências/Publicações médicas e científicas indexadas

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