Agora que já sabemos o conceito de Quartil, vamos agora comparar três avaliações de exames laboratoriais, mostrando que não existe nada de "normal" na maioria dos resultados dos exames laboratoriais.

RDW - Red Cell Distribution Width

AVALIANDO O RDW DE UM PACIENTE “X”

Os valores de referencia do laboratório variam entre 11,5% a 14,5 %. Ou seja, de todas hemácias produzidas no corpo o máximo de hemácias que podem ter diferenças de tamanhos são 14,5 % (ISSO DE ACORDO COM REFERÊNCIAS DO LABORATÓRIO)., que é uma normalidade estatística, não tem nada a ver com referência do ponto de vista clínico.

O resultado do RDW do paciente X foi de 13,5%.

Avaliação do laboratório


De acordo com o laboratório, este paciente não apresenta risco algum, pois está “normal”, pois os valores de referências são de 11,5% a 14,5%. Prepare-se para o primeiro choque.

Avaliação médica correta


Quando analisamos os resultados tomando como base o conceito de quartil, e você aprenderá ao final como fazer, agora percebemos que na verdade este paciente está na verdade com risco, pois a mortalidade aumenta, a medida que aumenta a anisocitose. Conforme comprovaremos ao final com um estudo científico realizado nos Estados Unidos.

VITAMINA D

AVALIANDO OS NÍVEIS DE VITAMINA D DE UM PACIENTE “X”

A vitamina d conforme já abordada em outras publicações é de extrema importância para a saúde humana, inclusive como anticâncer. Colocaremos abaixo os links das publicações sobre a vitamina d.

Vitamina D3

Entendendo o câncer parte III

Os valores de referencia do laboratório variam entre 30 a 100 ng/ml para suficiência de vitamina d.

O resultado da vitamina d do paciente X foi de 34,9 ng/ml

Avaliação do laboratório


Ignoramos os valores de referência para deficiência e insuficiência. De acordo com o laboratório, os níveis satisfatórios de vitamina d no sangue é entre 30 ng/ml até 100 ng/ml. Este paciente está com níveis normais. Será?

Avaliação clínica correta

Do ponto de vista clínico, este paciente, não está com níveis satisfatórios. Para que ele esteja razoavelmente bem, no mínimo os seus níveis de vitamina d deveriam estar entre 47,5 ng/ml e 65 ng/ml. Indivíduos com níveis de vitamina d entre 60 e 80 ng/ml dificilmente sofre de gripes ou outras doenças oportunistas de inverno.

FERRITINA

AVALIANDO OS NÍVEIS DE FERRITINA DE UM PACIENTE “X”

A ferritina é o melhor tipo de exame para verificar os níveis de ferro no corpo. Isso é um fator hormonal muito importante. Mesmo tendo os níveis hormonais de T3 adequados, T4, TSH todos normais, ainda assim esta pessoa tem hipotireoidismo, e que não é diagnosticado. Pois geralmente olham apenas o TSH, T3, T4. Pois para que o hormônio T3 atue a nível de receptor é necessário a presença do ferro. E quando o ferro está baixo, este paciente possui um hipotireoidismo tipo 2, que é mais comum na mulher, pois a mulher perde muito ferro se ela tem um fluxo menstrual muito acentuado. Pessoas com níveis de ferritina abaixo de 70 ng/ml já tem um grande problema, pois o T3 não tem como atuar no receptor.

Os valores de referencia do laboratório variam entre 36 a 262 ng/ml.

O resultado da ferritina do paciente X foi de 45 ng/ml

Avaliação do laboratório


Sabemos que não existe possibilidade do hormônio tireoidiano T3 atuar no receptor se os níveis de ferritina estiverem abaixo de 70 ng/ml. Mas, de acordo com a normalidade dos valores de referência, este paciente está “NORMAL”. Não há nada a ser feito. Será?

Avaliação clínica correta


Quando avaliamos do ponto de vista clínico, da medicina funcional, detectamos que este paciente na verdade está com problemas e sérios, pois ele tem um hipotireoidismo tipo 2. Sendo necessário suplementação com ferro.

Obs: Além da ferritina baixa existem outros fatores relevantes que predispõe ao hipotireoidismo tipo 2. Como deficiência de iodo, tirosina (no caso do paciente não ter uma nutrição proteica adequada), deficiência de selênio, etc.